No acumulo de noites mal dormidas e dias mal vividos,
cansada está a minha alma.
Entre sonhos e pesadelos, briga de foice entre
mim e eu mesma.
Vou camuflando tão pesado passado para suportar
tão feroz futuro.
Já tarde é! Tarde para tudo menos para a dona
da vida, que me cerca de letargos fazendo deles meus principais companheiros.
Já é tarde! Tarde para tudo, foi-se a vida, sou
apenas uma alma parcialmente esquecida remendando o final da vida.
Fora devorado todo o prazer em acordar, engolida
toda vontade de sonhar, tragada cada satisfação, cada ato de expurgação.
A única luta é, de não deixa a dama de a hora
findar minha história. Sei que é em vão de cada momento ela faz o seu pão
Distante, muito à frente anda a alegria de mim,
já não a alcanço mais.
Sentei-me no fim do caminho, vendo que não
havia mais chão, quis lembrar-me da sensação do correr de uma lágrima,
ambicionei que disparasse meu coração, porém não, aqui jaz toda e qualquer
emoção.
Sentada no final da estrada
De mãos postas eu apenas pedi perdão.
Para: Ana Joana Santos
Enide Santos 24/04/2015

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