24 de abril de 2015

Sentada no final da estrada




Sentada no final da estrada
No acumulo de noites mal dormidas e dias mal vividos, cansada está a minha alma.
Entre sonhos e pesadelos, briga de foice entre mim e eu mesma.
Vou camuflando tão pesado passado para suportar tão feroz futuro.
Já tarde é! Tarde para tudo menos para a dona da vida, que me cerca de letargos fazendo deles meus principais companheiros.
Já é tarde! Tarde para tudo, foi-se a vida, sou apenas uma alma parcialmente esquecida remendando o final da vida.
Fora devorado todo o prazer em acordar, engolida toda vontade de sonhar, tragada cada satisfação, cada ato de expurgação.
A única luta é, de não deixa a dama de a hora findar minha história. Sei que é em vão de cada momento ela faz o seu pão
Distante, muito à frente anda a alegria de mim, já não a alcanço mais.
Sentei-me no fim do caminho, vendo que não havia mais chão, quis lembrar-me da sensação do correr de uma lágrima, ambicionei que disparasse meu coração, porém não, aqui jaz toda e qualquer emoção.
Sentada no final da estrada
De mãos postas eu apenas pedi perdão.
Para: Ana Joana Santos

Enide Santos 24/04/2015


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sempre após fazer uma postagem volto aqui, quem sabe aninho-me em seu comentário?